Adoro o verde alegre destes prados,
estas lindas boninas multicores,
os perfumes da selva, os esplendores,
da cachoeira pelo sol ferida.
Amo tudo isto que me chama à vida,
à glória, ao amor; amo estas maravilhas,
— a aurora envolta em róseas escumilhas,
— a tarde em manto azul cintado d’ouro!
Minh’alma s’embriaga no tesouro
de poesia sem fim que o Céu derrama,
e no aroma, e na luz do ocaso em chama,
ou no Levante em brando sol banhado.
Adoro o Grande Gênio! O Sublimado
Poder que exalça o Universo inteiro!
E ao perfume dos lírios misturado
— sobe meu canto ao Céu, doce, fagueiro!