Skip to content
1854–1932

Morte d’Holofernes

Delminda Silveira de Sousa

Toma Judith a veste preciosa, o colo, os braços de rubis adorna, grato perfume no cabelo entorna, de penas cinge a fronte majestosa.

À tenda d’Holofernes, valerosa, eis chega, quando aurora o Céu já orna; desprende a doce voz, e escravo torna o fero assírio, dos seus dons, formosa.

Após lauto banquete, adormecido jaz o guerreiro. A bela, prosternada, implora aos Céus valor ao braço ardido, e do inimigo, alçando denodada

o mauro alfange sobre o chão luzido faz tombar a cabeça ensanguentada!

Cookies on Poetry Cove

We use cookies to remember your language preference and — only with your consent — to learn how Poetry Cove is used. You can change your mind any time.
Morte d’Holofernes · Delminda Silveira de Sousa · Poetry Cove