Toma Judith a veste preciosa,
o colo, os braços de rubis adorna,
grato perfume no cabelo entorna,
de penas cinge a fronte majestosa.
À tenda d’Holofernes, valerosa,
eis chega, quando aurora o Céu já orna;
desprende a doce voz, e escravo torna
o fero assírio, dos seus dons, formosa.
Após lauto banquete, adormecido
jaz o guerreiro. A bela, prosternada,
implora aos Céus valor ao braço ardido,
e do inimigo, alçando denodada
o mauro alfange sobre o chão luzido
faz tombar a cabeça ensanguentada!