Entre flores a vi: mais branca estava
do que os lírios, — estátua peregrina —
era do Artista a inspiração divina
que a celeste Madona apresentava.
Noival grinalda a fronte lhe apertava,
virtude e amor a casta palma ensina
sob a mão que no peito se reclina,
qual flor sem vida que do hastil dobrava.
Era a noiva do Céu — pálida e bela,
entre as dobras da gaza vaporosa,
qual entre névoas matinais a estrela.
Ai! dizei-lhe o meu pranto; — sob a lousa,
rosas gentis, que fostes-vos com ela,
astros, no Céu, onde a su’alma pousa!