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1854–1932

Morta!

Delminda Silveira de Sousa

Entre flores a vi: mais branca estava do que os lírios, — estátua peregrina — era do Artista a inspiração divina que a celeste Madona apresentava.

Noival grinalda a fronte lhe apertava, virtude e amor a casta palma ensina sob a mão que no peito se reclina, qual flor sem vida que do hastil dobrava.

Era a noiva do Céu — pálida e bela, entre as dobras da gaza vaporosa, qual entre névoas matinais a estrela. Ai! dizei-lhe o meu pranto; — sob a lousa,

rosas gentis, que fostes-vos com ela, astros, no Céu, onde a su’alma pousa!

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