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1854–1932

Minha mãe

Delminda Silveira de Sousa

Minha mãezinha, no teu regaço Quero dormir: Quero a cadeia do teu abraço, Forte, sentir!

Dos males todos, ó mãe querida, Nada receio, — Anjo da Guarda da minha vida, Junto ao teu seio!

Quando tu rezas, as mãos unidas, Olhos nos Céus, És a mais bela das escolhidas Santas de Deus!

Tu és imagem da Mãe bendita Do Deus-Menino, Aos Céus pedindo — graça infinita Ao meu destino!

Quando, sorrindo, beijas-me a face, Meiga, enlevada, És como a rosa que abre vivace À madrugada.

Eu tenho pena dos orfãozinhos, Mãe terna e pura, Que não conhecem esses carinhos, Essa ternura...

Nunca teus olhos, de amargo pranto Hei de eu molhar! Que esse teu nome — querido e santo — Sempre hei de honrar!

Bendita sejas, mãe carinhosa, Sempre querida! Anjo da guarda, luz preciosa Da minha vida!

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