Uns, — Maria — te chamam; outros, — Mimosa;
és, com efeito, delicada e pura!
— És branco lírio cheio de doçura,
és açucena cândida e formosa!
Mas, de onde vieste, ó graciosa,
dúlcida flor de tanta formosura?...
O teu nome, de mística ternura,
é dos Céus uma ideia preciosa!
Quer — Mimosa te chamem, quer — Maria, —
tu és celeste como a estrela linda
que no Oriente assoma ao vir do dia.
Mas eu te chamarei — Divina — ainda,
pois que a tu’alma — essência da poesia,
é da Luz Divinal centelha infinda!