Uns — Maria te chamam; outros — Mimosa.
És, com efeito, delicada e pura!
És branco lírio cheio de doçura,
és açucena cândida e formosa!
Mas de onde vieste, ó graciosa,
dúlcida flor de tanta formosura?
O teu nome, — de mística ternura,
é dos Céus uma ideia preciosa!
Quer — Mimosa — te chamem, quer — Maria —,
tu és celeste como a estrela linda
que n’Oriente assoma ao vir do dia!
Mas eu te chamarei — Divina — ainda,
pois que a tu’alma — essência da Poesia,
é da Luz Divinal Centelha infinda!