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1854–1932

MEDITANDO AO LUAR

Delminda Silveira de Sousa

Há quantos séculos já, plácida, airosa, esta lua, esta mesma, peregrina, por estes bosques, prados e colina não estende o seu véu de luz mimosa!

E ainda, quantas vezes, tão saudosa a vagar pela abóbada azulina, a serra, o vale e a fonte cristalina hão de assim vê-la, pálida e formosa!

Passam as gerações, passam-se as eras, nascem, morrem, revivem primaveras, vêm e vão-se o estio, outono o inverno. E prossegue em seu curso a Natureza

atestando em prodígios de beleza o grão poder de um Ser divino, eterno!

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