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1854–1932

Mater dolorosa

Delminda Silveira de Sousa

Por sob o véu d’imaculada brancura vestes a cor modesta da violeta; mais penetrante do que aguda seta punge-te o seio a espada d’amargura.

Oh, Virgem dentre as virgens — a mais pura! oh, Ideal Sublime do poeta! Mística Rosa! Rosa predileta, Oh! Mãe de mais afeto, mor ternura!

Bendita sejas nos teus agros prantos! os teus sorrisos, nos teus gozos santos, no teu Amor — essência dos amores, celestial perfume de pureza,

mel que suaviza a acérrima aspereza do nosso padecer, das nossas dores!

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