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1854–1932

Manhosa

Delminda Silveira de Sousa

Eu não estava doente... Não tinha dor, não gemia... Mas não estava contente, Mas não sei o que sentia!

E tinha de ir à escola... Oh! que sono! que calor!... Vesti minha camisola, E fui colher uma flor.

Mamãe chamou-me: — “São horas,” São horas já da lição —; Mas as flores sedutoras Prendiam minha atenção!

“Só poderás receber O presente de Natal, Si o souberes merecer —” Disse mamãe afinal.

Logo, logo a mãe querida Fui ternamente abraçar, Chorando de arrependida Por lhe ter dado um pesar.

E de mamãe alcancei Incontinente o perdão: Fui para a escola, e tirei O grau 10 — com distinção!

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Manhosa · Delminda Silveira de Sousa · Poetry Cove