Do meu jardim no meio
refloriu o viçoso Manacá;
Oh! que lindo ele está
cheio de flores e de aromas cheio!
Brancas e roxas flores
cobrem-no todo, vestem-no de graça,
e o beija-flor que passa
dá-lhe seus beijos, dá-lhe seus amores.
A borboleta rubra
que volita nas curvas dos caminhos,
— de voos e carinhos —
um dia só não passa que o não cubra!
Se mel procura a abelha
no jardim florido como está,
não deixa o manacá
pela rosa mais linda, mais vermelha.
O meu gentil arbusto
é um mimo de graças, tão querido,
que deixá-lo no olvido
fora d’ingratidão um ao injusto.
Assim, diariamente,
tratá-lo eu venho com o maior desvelo,
que sempre quero vê-lo
cheio de flores e de aromas cheio!
Para, naquele altar
onde da Virgem Santa impera a imagem,
uma doce homenagem
das suas flores lá poder deixar.