Linda, mimosa flor, que graça te circunda!
Tens uma bela infância e uma adolescência:
És, n’aurora, a criança, a imagem da inocência
És ao cair do dia, a virgem pudibunda.
Tuas pet’las abrindo à doce luz fecunda,
Das níveas conchas têm a cândida aparência,
Mas, aos beijos do sol, à tua florescência
Um rosado pudor suavemente inunda.
Se a tarde vem do Céu refrigerando ardores,
E, tintas de rubor encontra tuas flores.
Borrifa-lhes d’orvalho o seio tão febril.
Porém meu coração repleto de candura,
Abrindo ao sol de amor na Primavera pura
Atrauado morreu, ó minha flor gentil!