— Mãe preta! imagem fiel de afetos e respeito;
Grata recordação de ternura e saudade!
Também a conheci... também na tenra idade
Senti do seu carinho o salutar efeito.
Junto ao meu berço a vi... junto ao virgíneo leito
Onde os sonhos frui da leda mocidade,
Essa alma nobre e meiga, esse anjo de bondade
Velava o sono meu, de mãe com terno jeito.
Um dia extinta a vi... chorei amargamente...
Meu coração partido àquela dor pungente,
Em duas partes foi, quase uma à outra igual:
Numa, viva ficou-me, eternamente bela,
A mais doce lembrança... era a imagem dela,
Tão santa qual na outra o santo Amor filial!