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1854–1932

Livre!

Delminda Silveira de Sousa

Ribomba um hino de festa desde o Palácio à senzala acorda a virgem floresta à voz que a nova propala!

Lá onde o escravo gemia, aonde o pranto escondia nas trevas da solidão, como uma luz peregrina,

como uma aurora divina, assomou a redenção! Quantos soluços trocados nos risos sãos d’alegria!

Quantos e quantos cuidados destruídos num só dia!... Eis a luz consoladora... Eis, alfim, a meiga aurora

que o sonho horrendo desfez! Eis o Brasil radiante como um herói triunfante, mil grilhões calcando aos pés!

Sobre o solo abençoado em que ergueu Cabral a Cruz, brilha agora desfraldado o estandarte da luz!

Hosana à Pátria de bravos que preconceitos ignavos p’ra sempre altiva extirpou! Exulte o brasílio povo,

que a Liberdade de novo da pátria o solo beijou! Que o Céu nas lúcidas galas, que a onda beijando areia,

que a brisa em dúlcidas falas cantem a grande epopeia! Salve, salve, ó Pátria minha! Ergue a fronte de rainha,

de luz e louros c’roada, que a tua nobre vitória honra a ínclita memória de Rio Branco e de Andrada!

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