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1854–1932

LEMBRANÇA...

Delminda Silveira de Sousa

Passando, dia a dia o tempo escoa Da Vida as horas turvas ou serenas; — Vida! — causa das dores e das penas, Tirana sejas tu ou sejas boa.

Quando o vagido dum infante soa Ânsias mudando em sensações amenas, Que lembrará que — a Dor — revela apenas A débil voz que ali no lar ecoa?...

Vida que cheia sempre d’ilusões, A torturar sensíveis corações. Cais, grão a grão, do Tempo n’ampulheta. Tu, para mim, só tens realidades

És o pranto, és imagem e saudades Saudades de Romeu... de Julieta!

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