Quase ruínas... triste, silencioso
Templo que glória foste doutros dias!
Flores, incenso, brilhos, harmonias,
O sonho foram dum porvir ditoso.
E quanta paz, e que sereno gozo
Naquelas puras, simples alegrias!...
Quanta esperança e fé nas romarias
dos peregrinos do Ideal formoso!...
Oh! como é triste!... Coração fechado,
Templo de amor agora abandonado,
no silêncio das grandes soledades,
— Romeiro do passado, à tua porta,
venho chorar minha esperança morta,
venho depor um ramo de saudades!