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1854–1932

LAMENTO

Delminda Silveira de Sousa

Quase ruínas!... Triste, silencioso Templo que glória forte d’outros dias! Flores, incenso, brilhos, harmonias, O sonho foram dum porvir ditoso!

E quanta paz, e que sereno gozo naquelas puras, simples alegrias!... Quanta esperança e fé nas romarias dos peregrinos do Ideal formoso!...

Oh! como é triste... Coração fechado, Templo de Amor, agora abandonado no silêncio das grandes soledades. Romeiro do passado, à tua porta,

Venho chorar minha esperança morta, Venho depor um ramo de saudades!

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LAMENTO · Delminda Silveira de Sousa · Poetry Cove