Jesus, — essa coroa de tormentos
que cinge a fronte tua, sacrossanta;
pela mágoa que teu olhar quebranta,
pelo ardor dos teus lábios tão sedentos;
pelos martírios cruciantes, lentos,
da cruz que a ingratidão vil te alevanta,
pelo amor de tua Mãe tão Santa,
do seu penar, pelos cruéis momentos;
tu que as virtudes todas abençoas
que tanta culpa esqueces e perdoas,
tu que tens um remédio a cada dor:
— no mar de fel em que me afogo aos tragos,
dá-me uma estrela como deste aos Magos...
no meu viver, ampara-me, Senhor! —