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1854–1932

Jesus

Delminda Silveira de Sousa

Jesus, — essa coroa de tormentos que cinge a fronte tua, sacrossanta; pela mágoa que teu olhar quebranta, pelo ardor dos teus lábios tão sedentos;

pelos martírios cruciantes, lentos, da cruz que a ingratidão vil te alevanta, pelo amor de tua Mãe tão Santa, do seu penar, pelos cruéis momentos;

tu que as virtudes todas abençoas que tanta culpa esqueces e perdoas, tu que tens um remédio a cada dor: — no mar de fel em que me afogo aos tragos,

dá-me uma estrela como deste aos Magos... no meu viver, ampara-me, Senhor! —

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