Ei-lo entre as palhas do feno,
O divino Nazareno,
O prometido Jesus!
É mimoso e delicado
Como o lírio imaculado
Da manhã aberto à luz.
Pastorinhas, vinde vê-lo:
Vinde adorá-lo e querê-lo
Como um presente de amor;
Ele nasceu como pobre...
Ele! — dos Reis o mais nobre,
Dos Senhores o Senhor!
Velhos zagais da montanha
Quando uma glória tamanha
Vistes a terra exalar!...
Vós que dormis ao relento,
Já vistes, no firmamento,
Tão linda estrela brilhar?...
Não! Que essa Estrela fulgente,
Essa Estrela do Oriente
Que os nobres Magos conduz,
É a imagem peregrina
De Luz eterna divina
Que nos leva até Jesus.
Jesus! — enlevo do nobre,
Jesus! — consolo do pobre,
Jesus, — nosso Redentor!
A terra que resgataste
Que com teu Sangue regaste
Livra dos males, — Senhor!