Da avezita implume ao rude ninho
oculto na espessura do ramal,
quiseste fosse o berço teu igual,
pobre, mais pobre que o do montezinho.
— Palhas e fenos — não macio arminho,
receberam teu corpo divinal;
— tenro botão mimoso de um rosal,
— lírio pendido sobre um chão d’espinhos.
Oh! exemplo, divino de humildade
que, baixando dos Céus, piedoso e amante,
quis nivelar-se à triste humanidade!
Salve, Jesus! Oh, Salvador — Infante
que uniste em perenal fraternidade,
a terra ao Céu em teu Natal radiante!