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1854–1932

IV - 13 de Maio

Delminda Silveira de Sousa

— Que melodia é esta?... Esplendorosa festa Alguém realizará?... Que ondas de perfumes!

Que luz! que vivos lumes... Meu Deus! — o que será?! Pergunto aos passarinhos Que voam nos caminhos,

Pergunto às belas rosas, E os passarinhos cantam, E as flores se levantam Mais lindas e cheirosas!

Às pombas mensageiras, Que cruzam, prazenteiras, O azul da imensidade, Pergunto, — e as brancas penas,

Nos ares, tão serenas, Escrevem: — Liberdade! Agora compreendo! Finou-se o monstro horrendo

Da vil Escravidão! Na pátria de mil bravos, Não pode haver escravos: Há livres! — Há Nação!

E a voz dos passarinhos Que voam nos caminhos, Celebra, alvissareira, A data venturosa,

Bendita, gloriosa, Da Pátria brasileira. Salve, ó dia imortal Que a Pátria rememora,

Ao peito maternal Todos cingindo agora! Livres, — a mente e o braço À Pátria, em forte laço

Sangrai num brado novo! — Num viva à Liberdade, Na confraternidade Do brasileiro povo!

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IV - 13 de Maio · Delminda Silveira de Sousa · Poetry Cove