Agora, de Pilatos à presença
Foi Jesus pelos guardas conduzido,
Para ouvir a cruel, fatal sentença
Que os juízes não tinham proferido.
Mas o Pretor, não vendo em Cristo ofensa
Às Leis e nem ao César, confundido,
— Que por Herodes seja o preso ouvido,
Imperioso ordena, sem detença.
Ante Herodes, porém, silencioso
Conserva-se Jesus; o povo iroso
Do justo pede com delírio a Morte!
Volve a Pilatos que, sem condená-lo,
Manda os cruéis soldados açoitá-lo,
Do povo entregue ao infernal transporte!