Rosa em botão no teu gentil bercinho,
feito de brandos vimes enastrados,
entre a gaze dos finos cortinados
dorme ao terno embalar do meu carinho.
Dorme, anjo meu, que no pomar vizinho
sob a copa dos ramos enlaçados,
entre flores e pomos sazonados,
também já dorme o tenro passarinho.
Olha, por vezes, no rosal das veigas,
dentro do ninho das pombinhas meigas,
descansa Amor, em plena florescência;
porém do berço teu na macieza,
só repousa em castíssima nudeza,
uma flor em botão — tua Inocência!