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1854–1932

INFLUXO BENDITO

Delminda Silveira de Sousa

Um dia, quando as lizes da inocência cingiam ainda minha fronte pura, no aconchego da dúlcida ventura do anjo bom, — meu guia na existência,

— “minha mãe, eu lhe disse na cadência desta frase tão cheia de ternura: — eu sonhei que a uma pobre criatura dera o meu pão, pensara-lhe a indigência”.

Então ela, beijando-me e sorrindo, como cercada dum reflexo lindo, exclama: — Oh, filha cara! — eis a verdade: — diz-me o teu sonho que a tu’alma é bela;

e que bem viva desabrocha nela uma flor qu’eu plantei — a Caridade!

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