Da juventude minha, fortes, vivos,
Indeléveis, fiéis, profundos traços,
Ecos dos sonhos meus, nos brandos laços
De simples versos tímidos, cativos;
Convosco, gratos sonhos redivivos
Da Poesia aos mágicos abraços,
Quero este Livro abrir, e dos regaços
D’alma soltar meus cantos expansivos.
Corações que sofrestes sem conforto,
Almas que um Ideal chorastes morto,
Como, perdido o meu, chorando o vi,
Eis o livro querido da minh’alma:
Buscai consolação, conforto, calma,
Nos Indeléveis que vos deixo aqui!