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1854–1932

Indeléveis

Delminda Silveira de Sousa

Da juventude minha, fortes, vivos, Indeléveis, fiéis, profundos traços, Ecos dos sonhos meus, nos brandos laços De simples versos tímidos, cativos;

Convosco, gratos sonhos redivivos Da Poesia aos mágicos abraços, Quero este Livro abrir, e dos regaços D’alma soltar meus cantos expansivos.

Corações que sofrestes sem conforto, Almas que um Ideal chorastes morto, Como, perdido o meu, chorando o vi, Eis o livro querido da minh’alma:

Buscai consolação, conforto, calma, Nos Indeléveis que vos deixo aqui!

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