Essa mulher formosa e tão singela,
tão casta como o lírio da campina,
que a inocência tem de uma menina,
e o pudor da mais cândida donzela,
essa Senhora majestosa e bela
que tem de mãe a auréola divina,
em cujo peito — Amor — com mão ferina
cravou-lhe a espada que sua Dor revela,
Essa Virgem cercada de mil flores,
essa Santa d’estrelas coroada,
essa Rainha em trono d’esplendores,
Quem é? tão linda e tão abençoada,
Quem é? — tão pura e digna de louvores...
— É Maria! É Maria! — a Imaculada!