Skip to content
1854–1932

III

Delminda Silveira de Sousa

No outeiro além, distante, o Caçador medita do bravo rei da selva a triste sorte inglória, sentindo não poder guardar-lhe, por memória, a pele mosqueada entre os troféus da caça.

Porém findava o dia; a lua carinhosa rompendo nuvem branca, angélica sorriu-lhe; no peito de Rogério o coração pungia-lhe mais do que mágoa alguma, — o espinho da saudade.

— Alda! Alda o espera... a cândida visão, é pálida e gentil e triste como a lua; desmaia a linda cor da meiga face sua, e a lágrimas lhe cai no peito angustiado.

Sente o bravo corcel os finos acicates e lança-se veloz na célere carreira; a lua lá no Céu sorriu-se mais fagueira, a brisa se desata em ondas de fragrância.

Cookies on Poetry Cove

We use cookies to remember your language preference and — only with your consent — to learn how Poetry Cove is used. You can change your mind any time.
III · Delminda Silveira de Sousa · Poetry Cove