No outeiro além, distante, o Caçador medita
do bravo rei da selva a triste sorte inglória,
sentindo não poder guardar-lhe, por memória,
a pele mosqueada entre os troféus da caça.
Porém findava o dia; a lua carinhosa
rompendo nuvem branca, angélica sorriu-lhe;
no peito de Rogério o coração pungia-lhe
mais do que mágoa alguma, — o espinho da saudade.
— Alda! Alda o espera... a cândida visão,
é pálida e gentil e triste como a lua;
desmaia a linda cor da meiga face sua,
e a lágrimas lhe cai no peito angustiado.
Sente o bravo corcel os finos acicates
e lança-se veloz na célere carreira;
a lua lá no Céu sorriu-se mais fagueira,
a brisa se desata em ondas de fragrância.