Com duras cordas preso, manietado,
Oh, Jesus! Oh! divino Redentor!
Dos vis juízes ao feroz rigor
Pelos soldados foste apresentado.
Manso Cordeiro! Vítima do Amor
Mais sublime, mais santo e imaculado!
Puro, inocente, réu foste julgado,
Réu de blasfêmias: — Tu! Oh, Salvador!
Começam afrontas, segue-se o tormento...
Mas o Mártir de Amor, sem desalento,
Dos homens sofre a negra ingratidão,
E ao Céu levantando o olhar magoado,
No coração amante, angustiado,
Ao Pai implora a graça do perdão!