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1854–1932

III

Delminda Silveira de Sousa

Com duras cordas preso, manietado, Oh, Jesus! Oh! divino Redentor! Dos vis juízes ao feroz rigor Pelos soldados foste apresentado.

Manso Cordeiro! Vítima do Amor Mais sublime, mais santo e imaculado! Puro, inocente, réu foste julgado, Réu de blasfêmias: — Tu! Oh, Salvador!

Começam afrontas, segue-se o tormento... Mas o Mártir de Amor, sem desalento, Dos homens sofre a negra ingratidão, E ao Céu levantando o olhar magoado,

No coração amante, angustiado, Ao Pai implora a graça do perdão!

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III · Delminda Silveira de Sousa · Poetry Cove