Lindas praias intérminas, saudosas,
aonde o mar estira a branca espuma;
ai! gaivotas gentis, que, uma, por uma,
vindes pousar nas ondas bonançosas.
Meus verdes campos cheios d’alvas rosas,
meu serro azul que raro a névoa enfuma,
ledas auroras que não vestem brumas,
estrelas do meu céu, sempre radiosas!
Oh! — noites suavíssimas do Poeta,
quando vem plena do Oriente a lua
e beija o orvalho a cândida violeta,
Ah! não vos vejo aqui!... Que mágoa crua
vara-me o peito como aguda seta?...
Oh! — minha terra! — é a saudade tua! —