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1854–1932

II

Delminda Silveira de Sousa

Desce do luar das noites mui formosas o meigo arcanjo que a minh’alma inspira; traz, cingida de louros e de vozes, bem junto ao brando seio, argêntea lira.

Vibra suave a corda que suspira da saudade essas notas carinhosas que a onda geme e a viração expira no remanso das praias silenciosas.

E eu durmo e sonho; e o meu sonhar é lindo como o consolo de um amor infindo que a vida toda nos enflora e encanta! É belo como o Céu que se retrata

do mar sereno na luzida prata quando mimosa aurora se alevanta.

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II · Delminda Silveira de Sousa · Poetry Cove