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1854–1932

II

Delminda Silveira de Sousa

Ai! viste a hera que do Cedro anoso ao tronco protetor s’enlaça, sem temer a lufada que ameaça quebrar aos lírios o hastil mimoso?

Viste avezinha em plácido repouso quer venha a noite, quer o dia nasça? Viste a flor que do Céu só teve a graça, no santo orvalho que a nutriu, piedoso?

Pois a minh’alma descuidosa ia, assim, por um sonhar de luz e cantos, sem perceber que o sol esmorecia... O sol que desde sempre, há dias tantos,

era o seu norte, o seu bendito guia por este val de mágoas e de prantos!...

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II · Delminda Silveira de Sousa · Poetry Cove