Ai! viste a hera que do Cedro anoso
ao tronco protetor s’enlaça,
sem temer a lufada que ameaça
quebrar aos lírios o hastil mimoso?
Viste avezinha em plácido repouso
quer venha a noite, quer o dia nasça?
Viste a flor que do Céu só teve a graça,
no santo orvalho que a nutriu, piedoso?
Pois a minh’alma descuidosa ia,
assim, por um sonhar de luz e cantos,
sem perceber que o sol esmorecia...
O sol que desde sempre, há dias tantos,
era o seu norte, o seu bendito guia
por este val de mágoas e de prantos!...