Skip to content
1854–1932

I

Delminda Silveira de Sousa

Magoa-me o tormento da saudade longe de ti — meu berço idolatrado! Nem me consola aqui quanto hei achado nos tesouros tão ricos d’amizade.

Não ouço riso que me não enfade! Só ao pranto abro o seio amargurado! Vela-me o dia, a noite o teu cuidado: matar-me o anelo de te ver, quem há de?

Doce imagem que vens no meu sonhar consolador perfume derramando, ao sentir de minh’alma acalentar, Por que te vejo triste suspirando,

qual se a dor que me vem amargurar assim te esteja o coração rasgando?!...

Cookies on Poetry Cove

We use cookies to remember your language preference and — only with your consent — to learn how Poetry Cove is used. You can change your mind any time.
I · Delminda Silveira de Sousa · Poetry Cove