Magoa-me o tormento da saudade
longe de ti — meu berço idolatrado!
Nem me consola aqui quanto hei achado
nos tesouros tão ricos d’amizade.
Não ouço riso que me não enfade!
Só ao pranto abro o seio amargurado!
Vela-me o dia, a noite o teu cuidado:
matar-me o anelo de te ver, quem há de?
Doce imagem que vens no meu sonhar
consolador perfume derramando,
ao sentir de minh’alma acalentar,
Por que te vejo triste suspirando,
qual se a dor que me vem amargurar
assim te esteja o coração rasgando?!...