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1854–1932

I

Delminda Silveira de Sousa

Foi um tesouro que perdi contigo; perdi o meu amparo neste mundo! neste destino meu sempre iracundo em que tu eras o meu santo abrigo!

Pai extremoso, dedicado amigo, teu caráter leal, nobre, profundo, jamais perdera, nem por um segundo, a nitidez do belo ouro antigo.

Ah! mais entristeceu-se a minha vida, — sem ti — que, como o sol no ocaso, ainda, neste val meus caminhos aclaravas! Agora, vou sem rumo e sem guarida,

por esta senda de amargura infinda, buscando em vão o bem que tu me davas!

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I · Delminda Silveira de Sousa · Poetry Cove