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1854–1932

I

Delminda Silveira de Sousa

Um dia a vi: era visão formosa! Tinha o doce palor das açucenas, trazia sobre a fronte radiosa, a estrela d’alva das manhãs serenas.

Foi nas horas d’encanto, horas amenas da minha leda infância descuidosa, qu’eu a vi; vejo-a sempre; agora, apenas, é mais triste essa imagem vaporosa...

Vem, no meu leito, em noites de martírios, vestida de cetim dos brancos lírios, em debruçar-se meiga, — anjo bendito! — e a mão de neve pousa no meu peito,

como a quebrar de um sonho mau o efeito, como a saudar-me o coração aflito!

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I · Delminda Silveira de Sousa · Poetry Cove