Skip to content
1854–1932

I - 3 de Maio

Delminda Silveira de Sousa

Partem as naus, as proas altaneiras Rasgando em flor d’espumas o Oceano; Das velas enfunando o branco pano Marinhas auras sopram mui fagueiras.

Súbito, as fundas águas traiçoeiras Erguem o dorso; e num clamor insano, Rugem as vagas ao furor tirano Das infernais lufadas desordeiras.

Volta a bonança alfim: no ar suaves Perfumes vagam; cruzam lindas aves; Um verde tronco pelas ondas erra... Todos, à proa, fitam o horizonte:

Lá, se divisa o cimo d’alto monte... E a voz do gajeiro brada: — terra!

Cookies on Poetry Cove

We use cookies to remember your language preference and — only with your consent — to learn how Poetry Cove is used. You can change your mind any time.
I - 3 de Maio · Delminda Silveira de Sousa · Poetry Cove