Partem as naus, as proas altaneiras
Rasgando em flor d’espumas o Oceano;
Das velas enfunando o branco pano
Marinhas auras sopram mui fagueiras.
Súbito, as fundas águas traiçoeiras
Erguem o dorso; e num clamor insano,
Rugem as vagas ao furor tirano
Das infernais lufadas desordeiras.
Volta a bonança alfim: no ar suaves
Perfumes vagam; cruzam lindas aves;
Um verde tronco pelas ondas erra...
Todos, à proa, fitam o horizonte:
Lá, se divisa o cimo d’alto monte...
E a voz do gajeiro brada: — terra!