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1854–1932

I

Delminda Silveira de Sousa

Noite de prantos! Noite dolorosa que enluta a terra e o Céu! Sexta-feira Maior... noite grandiosa em que Jesus morreu!

Celebrava essa data imersa em pena a Igreja contristada; pálida a imagem de Jesus, serena jazia ali prostrada.

Na soledade triste do Calvário chorosa por Jesus, da Mãe Divina o vulto solitário se vê ao pé da Cruz.

Então num lar dos Céus abençoado, um infante nascia; no coração de ser predestinado um símbolo trazia.

Era o símb’lo da Fé! — Era uma chama daquele Coração que d’espinhos cingido mais s’inflama de amor, de compaixão!

E o Apóstolo da excelsa Caridade, — O Irmão Joaquim —, nesta noite de Santa majestade nasceu, eleito assim!

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I · Delminda Silveira de Sousa · Poetry Cove