Da juventude a linda primavera
Quão feliz nos sorria, descuidosa!
Doce e pura amizade, carinhosa
As nossas almas muito irmãs prendera.
Eu sonhava um amor — doce quimera,
Ilusão d’esperança mentirosa;
Tu sonhaste uma vida tão formosa
Que dar-ta assim o mundo não pudera!
Ante nós s’estendiam dois caminhos:
Tu seguiste o de rosas e d’espinhos
Que ao Céu conduz no Amor da Caridade.
Eu fiquei-me enlevada na Poesia,
— Cantando o meu passado de alegria,
— Chorando o meu presente de Saudade!