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1854–1932

HOMENAGEM

Delminda Silveira de Sousa

Nesta data imortal em que o amor sagrado Da Pátria nos reúne em festival prazer, Vamos saudar um nome... um nome venerado Que nos alenta aqui, nas lutas do Saber.

Dissipam-se agora as brumas do passado... Um Vulto se apresenta, um Vulto venerando! Traz de poeta a lira e, ao peito aconchegado, Um Livro em que do talento as perlas foi guardando.

Ele também foi Mestre... e na Cátedra nobre Colhe a palma imortal aos Doutos conferida; Mas da modéstia o véu amplíssimo lhe cobre O mérito real na acrisolada vida.

A terra que ele amou, seu sonho de poesia, O berço seu que o mar embala, tão fagueiro, Junto ao cipreste e à Cruz, lá na mansão sombria, Ah! não lhe foi jazigo ao sono derradeiro!

Porém no coração leal catarinense De — Silveira de Souza — o nome está gravado, Como glória imortal que a todos nós pertence, Como tesouro, alfim, de todos estimado.

Salve, pois, grande Mestre! Egrégio Cidadão, Que à Pátria dedicaste Amor e lealdade! Luz protetora e guia à nova geração, De Virtude e Civismo exemplo à mocidade!

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