Nesta data imortal em que o amor sagrado
Da Pátria nos reúne em festival prazer,
Vamos saudar um nome... um nome venerado
Que nos alenta aqui, nas lutas do Saber.
Dissipam-se agora as brumas do passado...
Um Vulto se apresenta, um Vulto venerando!
Traz de poeta a lira e, ao peito aconchegado,
Um Livro em que do talento as perlas foi guardando.
Ele também foi Mestre... e na Cátedra nobre
Colhe a palma imortal aos Doutos conferida;
Mas da modéstia o véu amplíssimo lhe cobre
O mérito real na acrisolada vida.
A terra que ele amou, seu sonho de poesia,
O berço seu que o mar embala, tão fagueiro,
Junto ao cipreste e à Cruz, lá na mansão sombria,
Ah! não lhe foi jazigo ao sono derradeiro!
Porém no coração leal catarinense
De — Silveira de Souza — o nome está gravado,
Como glória imortal que a todos nós pertence,
Como tesouro, alfim, de todos estimado.
Salve, pois, grande Mestre! Egrégio Cidadão,
Que à Pátria dedicaste Amor e lealdade!
Luz protetora e guia à nova geração,
De Virtude e Civismo exemplo à mocidade!