Skip to content
1854–1932

HINO À NATUREZA

Delminda Silveira de Sousa

Salve, excelsa Natureza, Luz da Ciência e do Amor! Livro d’eterna beleza Escrito por Deus Criador!

De três reinos soberana És, rainha portentosa! Da Ciência a luz emana Do seio teu, radiosa.

Salve! Potente, opulenta, Dominas vassalos, reis; Nenhum código apresenta Leis iguais às tuas Leis!

Mais rica que uma sultana, Tu possuis tesouros mil; Nas águas, na terra, ufana, No ar, no céu cor de anil,

O sol que a terra alumia, É tua lâmpada de ouro; E tens, na noite sombria, Brilhos de um alcácer mouro.

A lua que o mar prateia, Estrelas que bordam o céu, A brisa que a água ondeia, Pertencem ao erário teu.

O mar, de pérolas caras Nos dá colares mimosos; E corais e conchas raras, E tantos mimos preciosos!

O Céu d’orvalhos te inunda, O sol dá-te seu calor Que no teu seio fecunda O gérmen de cada flor.

Tens os lençóis da geada, Que dá-te o Inverno, a tremer, Porque nem sempre abrasada Pelo Estio possas ser.

De lindas flores mimosas Te reveste a Primavera. E frutas mil, preciosas Tens, quando o Outono impera.

Aves de linda plumagem Saúdam-te em doces cantos, Insetos mil na ramagem Proclamam teus dotes tantos!

O diamante, o rubim E tantas pedras preciosas Dos teus tesouros sem fim, São riquezas fabulosas,

Salve! Salve, ó Natureza Luz da Ciência e do amor! Livro d’eterna beleza Escrito por Deus Criador!

Cookies on Poetry Cove

We use cookies to remember your language preference and — only with your consent — to learn how Poetry Cove is used. You can change your mind any time.
HINO À NATUREZA · Delminda Silveira de Sousa · Poetry Cove