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1854–1932

Há dores que ferem tanto

Delminda Silveira de Sousa

Há dores que ferem tanto Como a ponta de um punhal! Há, no amor, muito pranto, muita amargura e tristeza,

muitas mágoas e incertezas, há dores que ferem tanto... mas de todo esse tormento o maior é o pensamento

das venturas de um rival, que nos punge a cada instante, tão dura, tão lacerante como a ponta de um punhal!

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