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1854–1932

Glórias

Delminda Silveira de Sousa

Glórias... glória de heróis que suplantaram Inimigas falanges aguerridas; São teus troféus os louros que murcharam, O pó e cinza de milhões de vidas.

Glória do rico a pompa esvaecida Da dor nas tristes horas que chegaram, Ai! de tanto esplendor só lhe restaram A cinza, o pó das ilusões perdidas!

Uma glória, porém, há que perdura: É do talento a luz serena e pura; Nem da morte a desfaz o sopro rude. Mas a mais bela glória, a mais brilhante

É aquela que a alma triunfante Vai receber em prêmio da Virtude!

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