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1854–1932

FLORES

Delminda Silveira de Sousa

Por muito grato dever a vossa saudação, venho hoje responder vosso mimoso cartão.

Do novo ano ao raiar meu nome não olvidastes, e me viestes saudar nas frases que m’enviastes.

Senhora: — frases tão puras foram quais flores risonhas a derramarem doçuras em minhas horas tristonhas!

Foram quais notas maviosas de um canto na solidão: foram perfumes de rosas vertidos com profusão!

Oh! — foram acordes suaves da mais leal simpatia como o gorjeio das aves ao raiar sereno dia!

Portanto, aceitai em flores a minha retribuição: não há mais gratos penhores que os lírios do coração

Que vos dê o céu venturas tantas quantas rosas há, d’afetos santos — doçuras, e as palmas que a Glória dá.

E que deste Sec’lo ao fim, ainda vejais florido como risonho jardim, o vosso lar mui querido.

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FLORES · Delminda Silveira de Sousa · Poetry Cove