Por muito grato dever
a vossa saudação,
venho hoje responder
vosso mimoso cartão.
Do novo ano ao raiar
meu nome não olvidastes,
e me viestes saudar
nas frases que m’enviastes.
Senhora: — frases tão puras
foram quais flores risonhas
a derramarem doçuras
em minhas horas tristonhas!
Foram quais notas maviosas
de um canto na solidão:
foram perfumes de rosas
vertidos com profusão!
Oh! — foram acordes suaves
da mais leal simpatia
como o gorjeio das aves
ao raiar sereno dia!
Portanto, aceitai em flores
a minha retribuição:
não há mais gratos penhores
que os lírios do coração
Que vos dê o céu venturas
tantas quantas rosas há,
d’afetos santos — doçuras,
e as palmas que a Glória dá.
E que deste Sec’lo ao fim,
ainda vejais florido
como risonho jardim,
o vosso lar mui querido.