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1854–1932

Fiat!

Delminda Silveira de Sousa

A Virgem orava; n’alma que palpita, uma ideia dos Céus terna vagueia; Súbito, a estância doce luz clareia como o luar d’abóbada infinita.

Celestial visão que agora fita Em nuvem d’ouro que brilhante ondeia, — “Ave! lhe diz, ó tu de graça cheia, entre as mulheres, oh! mulher bendita!”

E quando o mensageiro lhe anuncia que, — dela ao mundo, um Salvador viria, tremeu... turbou-se em virginal rubor; mas ouvindo — de Deus ser a Verdade,

ser seu Filho humanada a Divindade —, — Faça-se, — disse, o Verbo do Senhor!

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