Skip to content
1854–1932

Fé, esperança, caridade

Delminda Silveira de Sousa

Meigo Jesus, quando no Horto oravas, quando o cálix das mágoas esgotavas perante o Céu, qu’a tua angústia vê, no padecer daquelas agonias,

à humanidade ingrata tu dizias, tu lhe dizias: — Crê! E quando por algozes arrastado, dos espinhos agudos coroado,

ias, seguindo a turba ignóbil, fera, os teus olhos magoados levantando àquele Céu, que assim te vê passando, Tu dizias: — Espera!

Depois, na Cruz, entre facinorosos, Baixando os meigos olhos piedosos, Alma abrasada por celeste chama, Pedindo aos Céus perdão à humanidade,

Ensinavas a doce Caridade: Tu lhe dizias: — Ama!

Cookies on Poetry Cove

We use cookies to remember your language preference and — only with your consent — to learn how Poetry Cove is used. You can change your mind any time.
Fé, esperança, caridade · Delminda Silveira de Sousa · Poetry Cove