Desce do Céu e vem sempre que o pranto
Inunde corações na dor pungente;
Bem como a estrela da manhã nascente
Das trevas vem romper o negro manto.
Desce do Céu e vem trazer-me o encanto
Do teu sorriso ideal, beneficente;
Oh! vem dizer-me que esse Deus clemente
A cada dor tem um remédio santo.
Doce Esperança, vem! Contigo o mundo
Embora seja um caos, um mar profundo,
Um val’de pranto e dor, e desconforto,
Sempre terá, em meio dos horrores,
Risonho oásis de mimosas flores,
Um fanal, uma luz, um guia, um porto!