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1854–1932

Esperança

Delminda Silveira de Sousa

Desce do Céu e vem sempre que o pranto Inunde corações na dor pungente; Bem como a estrela da manhã nascente Das trevas vem romper o negro manto.

Desce do Céu e vem trazer-me o encanto Do teu sorriso ideal, beneficente; Oh! vem dizer-me que esse Deus clemente A cada dor tem um remédio santo.

Doce Esperança, vem! Contigo o mundo Embora seja um caos, um mar profundo, Um val’de pranto e dor, e desconforto, Sempre terá, em meio dos horrores,

Risonho oásis de mimosas flores, Um fanal, uma luz, um guia, um porto!

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