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1854–1932

EM FÉRIAS

Delminda Silveira de Sousa

Eis o tempo das férias: como é belo Esse grato folgar que me aviventa! Tudo me encanta, tudo me contenta, — Folgar! Folgar! É todo meu anelo.

Mas o meu livro... oh! não quero esquecê-lo! É como o pão que a vida me alimenta, É como a luz que as trevas afugenta: Sempre hei de amá-lo, sempre hei de querê-lo.

Quando voltar às aulas, levarei Minhas lições sabidas e terei Do pessoal esplêndidos louvores. Exemplo dos colegas eu serei;

A bênção de meus pais merecerei E o afeto, a estima dos meus professores.

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