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1854–1932

Em Belém

Delminda Silveira de Sousa

Vai o zagal, e as mansas ovelhinhas vão pelos verdes prados saltitando; pelos rosais do campo vão ceifando as brancas rosas, jovens pastorinhas.

O roxo fruto das viçosas vinhas, o doce mel dos favos delicados, o leite puro, os pomos sazonados, leva o pastor em odres e cestinhas.

Chegam ao presépio: sobre o louro feno odorífero e brando, o louro infante dorme da inocência o sono ameno. E a noite em meio vai; porém, brilhante,

como se o sol resplandecesse pleno, circunda o val um brilho deslumbrante!

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