Vai o zagal, e as mansas ovelhinhas
vão pelos verdes prados saltitando;
pelos rosais do campo vão ceifando
as brancas rosas, jovens pastorinhas.
O roxo fruto das viçosas vinhas,
o doce mel dos favos delicados,
o leite puro, os pomos sazonados,
leva o pastor em odres e cestinhas.
Chegam ao presépio: sobre o louro feno
odorífero e brando, o louro infante
dorme da inocência o sono ameno.
E a noite em meio vai; porém, brilhante,
como se o sol resplandecesse pleno,
circunda o val um brilho deslumbrante!