Suspirem as meigas liras da tristeza
magoadas endechas de amargura,
gema saudosa a voz da Natureza;
O mar soluce nênias de tristura
que a flor das águas lutuoso agita
o sopro funeral da desventura!
Ai! chora, chora a França! Mãe aflita
que o filho amado mísera pranteia
nos transportes cruéis que a dor excita!
Funérea c’roa um túmulo rodeia,
e dentre roxos lírios, majestoso,
d’Hugo o nome excelso ali campeia!...
Tomba no ocaso o astro radioso
cercado de brilhantes esplendores,
e o mundo s’entristece pesaroso...
E chora a natureza de amargores
o gênio que dos gentios inspirado
cantava em doce lira os seus louvores!
Ai! chore, chore a França o sublimado,
ínclito herói, da pátria ingente glória!
e chore inteiro o mundo consternado...
E as novas gerações na voz da História
aprendam o nome excelso, imperecível,
daquele que no templo da memória
cinge da glória a c’roa imarcescível