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1854–1932

Elegia

Delminda Silveira de Sousa

Chorem as meigas liras da tristeza magoadas endechas de amargura, gema em saudosa voz a Natureza, O mar soluce nênias de tristura,

que a flor das águas lutuoso agita o sopro funeral da desventura! Ai! chora, chora a França! Mãe aflita que o filho amado mísera pranteia

nos transportes cruéis que a dor excita! Funérea c’roa um túmulo rodeia e dentre roxos lírios, majestoso, de Hugo o nome excelso ali campeia!

Também no Ocaso o astro radioso, cercado de brilhantes esplendores, e o mundo s’entristece pesaroso, e chora a Natureza de amarguras,

o gênio, que dos gênios inspirado, cantava em doce lira os seus louvores! Ai! chore, chore a França o sublimado ínclito herói, da pátria ingente glória!

e chore inteiro o mundo consternado!... E as novas gerações, na voz da História, ouçam o nome excelso, imperecível, daquele que no templo da Memória,

cinge da Glória a c’roa imarcessível!

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