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1854–1932

É um monstro, não tem alma

Delminda Silveira de Sousa

É um monstro, não tem alma A mãe que o filho abandona. Mulher que do amor materno calca aos pés a santa palma

merece as penas do Inferno, é um monstro, não tem alma. Gemendo, o mar com bonança trazia de uma criança,

o cadáver, d’água à tona... Deus! — que mistério de horror... como punirás, Senhor, a mãe que o filho abandona?!

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